Patrício Carneiro Araújo (UNILAB)
Este trabalho é uma reflexão acerca de religiões
afro-diaspóricas, mudanças rituais e novas alternativas religiosas. Trata-se,
portanto, de um convite a compreender melhor alguns dos fatores exógenos e
endógenos que têm influenciado o candomblé, a ponto de algumas lideranças
religiosas começarem a revisar suas práticas rituais, inclusive no que diz
respeito ao sacrifício de animais. Ao abordar o uso de folhas e de sangue nos
rituais iniciáticos, falo também de uma guerra estabelecida entre Ossaim e Exú,
guerra essa que envolve disputas por precedência nos ritos e centralidade nas
explicações teológicas da religião.
afro-diaspóricas, mudanças rituais e novas alternativas religiosas. Trata-se,
portanto, de um convite a compreender melhor alguns dos fatores exógenos e
endógenos que têm influenciado o candomblé, a ponto de algumas lideranças
religiosas começarem a revisar suas práticas rituais, inclusive no que diz
respeito ao sacrifício de animais. Ao abordar o uso de folhas e de sangue nos
rituais iniciáticos, falo também de uma guerra estabelecida entre Ossaim e Exú,
guerra essa que envolve disputas por precedência nos ritos e centralidade nas
explicações teológicas da religião.
O modelo de candomblé que aboliu o
sacrifício de animais, assumido no Brasil pela Dobana Boressa Mãe Solange Buonocore,
no ano de 2017, tem suas raízes mais profundas na figura emblemática do babalaô
Agenor Miranda Rocha, passando por Alawowô Messecan Meyé Phurull e chegando,
enfim, à Dobana Boressa. Ao se combinar com o modelo de candomblé que não mais
utiliza sacrifício de animais, o culto Yezan parece representar um novo desafio
para as tradições afro-religiosas, ao mesmo tempo que se apresenta como mais
uma alternativa religiosa nas metrópoles brasileiras.
sacrifício de animais, assumido no Brasil pela Dobana Boressa Mãe Solange Buonocore,
no ano de 2017, tem suas raízes mais profundas na figura emblemática do babalaô
Agenor Miranda Rocha, passando por Alawowô Messecan Meyé Phurull e chegando,
enfim, à Dobana Boressa. Ao se combinar com o modelo de candomblé que não mais
utiliza sacrifício de animais, o culto Yezan parece representar um novo desafio
para as tradições afro-religiosas, ao mesmo tempo que se apresenta como mais
uma alternativa religiosa nas metrópoles brasileiras.
CANDOMBLÉ SEM SANGUE?
PENSAMENTO ECOLÓGICO CONTEMPORÂNEO E TRANSFORMAÇÕES RITUAIS NAS
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
Autor:
ARAUJO PATRICIO CARNEIRO
Sinopse
O livro
Candomblé sem sangue? Pensamento ecológico contemporâneo e transformações
rituais nas religiões afro-brasileiras é uma reflexão resultante de anos de
pesquisas e vivências religiosas. Nele, o autor convida o leitor a compreender
melhor alguns dos fatores exógenos e endógenos que têm influenciado o
candomblé, a ponto de algumas lideranças religiosas começarem a revisar suas
práticas rituais. Ao abordar o uso de folhas e de sangue nos rituais
iniciáticos, o autor trata de uma guerra estabelecida entre Ossaim (divindade
dos vegetais) e Exú (divindade do movimento, comunicação e dinâmica), guerra
essa que envolve disputas por precedência nos ritos e centralidade nas
explicações teológicas da religião.
Candomblé sem sangue? Pensamento ecológico contemporâneo e transformações
rituais nas religiões afro-brasileiras é uma reflexão resultante de anos de
pesquisas e vivências religiosas. Nele, o autor convida o leitor a compreender
melhor alguns dos fatores exógenos e endógenos que têm influenciado o
candomblé, a ponto de algumas lideranças religiosas começarem a revisar suas
práticas rituais. Ao abordar o uso de folhas e de sangue nos rituais
iniciáticos, o autor trata de uma guerra estabelecida entre Ossaim (divindade
dos vegetais) e Exú (divindade do movimento, comunicação e dinâmica), guerra
essa que envolve disputas por precedência nos ritos e centralidade nas
explicações teológicas da religião.
O modelo de candomblé que aboliu o
sacrifício de animais, assumido no Brasil pela Dobana Boressa Mãe Solange
Buonocore, no ano de 2017, tem suas raízes mais profundas na figura emblemática
do babalaô Agenor Miranda Rocha, passando por Alawowô Messecan Meyé Phurull
(Dagoberto Isaac Cordero) e chegando, enfim, à Dobana Boressa. Neste livro o autor
apresenta a configuração desse culto, em momentos imediatamente posteriores à
sua chegada no país. O autor também analisa as influências da ecoteologia
católico-franciscana sobre novas modalidades de práticas afro-religiosas
contemporâneas, além de apresentar um novo culto, recentemente chegado ao
Brasil: o culto Yezan.
sacrifício de animais, assumido no Brasil pela Dobana Boressa Mãe Solange
Buonocore, no ano de 2017, tem suas raízes mais profundas na figura emblemática
do babalaô Agenor Miranda Rocha, passando por Alawowô Messecan Meyé Phurull
(Dagoberto Isaac Cordero) e chegando, enfim, à Dobana Boressa. Neste livro o autor
apresenta a configuração desse culto, em momentos imediatamente posteriores à
sua chegada no país. O autor também analisa as influências da ecoteologia
católico-franciscana sobre novas modalidades de práticas afro-religiosas
contemporâneas, além de apresentar um novo culto, recentemente chegado ao
Brasil: o culto Yezan.
Ao se combinar com o modelo de candomblé que não mais
utiliza sacrifício de animais, o culto Yezan parece representar um novo desafio
para as tradições afro-religiosas, ao mesmo tempo que se apresenta como mais
uma alternativa religiosa nas metrópoles brasileiras.
utiliza sacrifício de animais, o culto Yezan parece representar um novo desafio
para as tradições afro-religiosas, ao mesmo tempo que se apresenta como mais
uma alternativa religiosa nas metrópoles brasileiras.
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